Projeto Libras para Todos dá início às aulas das novas turmas
Texto: Marco Borba
Fotos: Jonathan Augusto
A Secretaria de Assistência Social (SAS) da Prefeitura de Osasco realizou sexta-feira, 6/3, no Centro de Formação dos Profissionais da Educação (Cefor), na Rua dos Marianos, 300, no Centro, cerimônia de aula inaugural do curso Libras para Todos, e a formatura das turmas (básico, intermediário e avançado) de 2025.
O evento contou com as presenças do secretário da Pasta, José Carlos Vido, do adjunto Daniel Mathias, da vereadora Stephane Rossi, do comandante da Guarda Civil Municipal, Erivan da Silva Gomes, educadores, e familiares dos formandos.

Inscreveram-se para o módulo básico para o ano de 2026 cerca de 2.300 pessoas, enquanto que o número de formandos de 2025 foi de cerca de 600 participantes.

A iniciativa visa promover a difusão da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e assim facilitar a comunicação entre pessoas surdas e mudas com os falantes. O evento integra as comemorações dos 64 anos de emancipação político-administrativa de Osasco. A cidade se emancipou em 19 de fevereiro de 1962.

Durante o evento houve uma apresentação do coral de Libras da SAS com a interpretação de músicas de artistas da música popular brasileira. As aulas acontecem uma vez por semana, com duração de duas horas e meia, nas dez unidades dos Centros de Referência em Assistência Social (durante o dia) espalhados pelos bairros e no Cefor (à noite). O curso nos três módulos (básico, intermediário e avançado) tem duração de 18 meses.

Por meio de parceria, a SAS também oferece o curso a alunos de medicina da Uninove e de Direito, da Unifesp. As aulas acontecem nas dependências das próprias instituições de ensino. Em 2024 a secretaria também formou uma turma com 238 guardas civis municipais (GCMs).
“A cada ano recebemos um número maior de inscritos. Seria maravilhoso se em todo o mundo a língua de sinais fosse a segunda língua oficial para promover a inclusão social de surdos e mudos. Em Osasco estamos fazendo a nossa parte”, disse Vido.
A aposentada Maria Aparecida Sousa, 65 anos, moradora do Jardim Umuarama, é uma das formandas. “É um dia de muita felicidade. Uns anos atrás, quando ia para o trabalho, via alguns surdos/mudos se comunicando por sinais e disse que um dia ia aprender para entender e também ajudar aqueles que como eu não sabiam. A gente vê muito no comércio, por exemplo, a pessoa (surda/muda) com dificuldades para se comunicar com vendedores (falantes) que não sabem Libras”, comentou.




