Texto: Talita Castro
Imagens: Leandro Palmeira
 

A Prefeitura de Osasco, por meio da Coordenadoria de Políticas para Mulheres, pessoas com Deficiência, Promoção da Igualdade Racial e Diversidade Sexual, vinculada à Secretaria de Governo, em parceria com a Secretaria de Saúde, realizou na quarta-feira, 4/12, na Sala Luiz Roberto Claudino da Silva, o encerramento da XV edição “Novembro Negro”, com palestras voltadas sobre a Política Nacional de Saúde da População Negra.

O evento teve início com a apresentação da cantora Roberta Oliveira, que apresentou sambas de raiz. Na sequência, o secretário de Saúde, Fernando Machado, ressaltou a importância de não discriminarmos as pessoas pela cor da pele. “Somos todos iguais”.

O primeiro palestrante do dia foi Luís Eduardo Batista, doutor e pesquisador Científico do Instituto de Saúde da SES-SP, colaborador na implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, que falou sobre a “Política Nacional de Saúde da população negra”.

Entre outros, ele sinalizou algumas melhorias necessárias no sistema de saúde pública, visando o atendimento das doenças que atingem a população negra. “Um exemplo clássico é a anemia falciforme, doença genética predominante entre negros, mas há também doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, aneurisma, câncer de próstata, diabetes, glaucoma e miomas, que estão na lista de enfermidades que mais afetam a esse público, que precisam de estudo e tratamento diferenciado”, disse.

O coordenador da Vigilância Epidemiológica, Sátiro Márcio Ignácio Júnior, que fez a palestra sob o tema “Vidas negras: vulnerabilidade e aspectos epidemiológicos”, utilizou dados do IBGE para ressaltar que a população negra é mais vulnerável e que Osasco utilizará as informações constantes dos estudos para fazer adaptações em sua rede de atendimento.

Stephanie Pereira, técnica da Vigilância Epidemiológica de Osasco e pesquisadora pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, falou um pouco sobre o seu trabalho de mestrado: “Racismo institucional na rota crítica das mulheres em situação de violência doméstica de gênero”. De acordo com ela, um estudo mostra que há discriminação no tratamento das mulheres negras em relação às brancas em delegacias e fóruns. “A mulher negra só quer ter voz e um tratamento em condições melhores, igual ao das mulheres brancas”.

Ao final das palestras, o público pode dirigir questionamentos e tirar suas dúvidas. Participaram também a representante do COMPIR (Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial), professora Vera Lopes, e a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Luísa Ivana Almeida da Silva.

Durante o mês de novembro foram realizadas várias atividades, envolvendo palestras, danças, exposição, entre outros, alusivo ao Novembro Negro, que teve como tema “Nossa História. Nossa Cultura. Nossa identidade”.