Texto: Marco Borba

Imagens: Marcelo Deck

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Osasco deu terça-feira, 5/11, um novo passo no trabalho de assistência social com a inauguração da Sede do Serviço Canguru – Família Acolhedora. O serviço será realizado nas mesmas instalações da Secretaria de Assistência Social (SAS), na Bela Vista.

A iniciativa da Prefeitura visa, entre outras ações, o atendimento de crianças que por alguma razão precisam ser afastadas de suas famílias. Os menores ficam por tempo indeterminado com famílias voluntárias, que passaram por curso de qualificação de 18h sobre o serviço de acolhimento, promovido pela Administração Municipal em parceria com o Instituto “Fazendo História”.

Ao todo, 30 famílias se inscreveram, das quais inicialmente apenas seis foram selecionadas para participar do serviço. Serão atendidas pessoas de zero a 18 anos. A lei que instituiu o serviço foi aprovada no ano passado. O atendimento também está previsto desde 2009 no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O serviço é inédito na Região Metropolitana de São Paulo. Apenas a capital conta com atendimento semelhante.

Segundo a diretora de Proteção Social da SAS, Danielle Bueno, no processo de escolha as famílias passaram por entrevistas e foram feitas uma série de verificações de histórico familiar, entre elas a de antecedentes criminais.

“A ideia é fazer com que essas crianças tenham um vínculo afetivo seguro. Toda semana a família acolhedora terá de vir aqui para nos passar um relato de como está sendo a rotina junto com a criança. Além disso, uma assistente social e um psicólogo também farão visita domiciliar duas vezes por semana às famílias. As crianças também serão ouvidas rotineiramente (sem a presença da família) para que saibamos como estão sendo tratadas no novo lar”, explicou Danielle.

Os pais biológicos só poderão visitar os filhos na sede do serviço mediante agendamento prévio, desde que  não haja restrição judicial.

Conforme informou Danielle Bueno, a pessoa não precisa ser casada para participar do serviço de acolhimento. No entanto, é necessário que tenha uma rede de apoio familiar, como pais ou irmãos, para que a criança esteja assistida 24 horas por dia. O interessado não pode estar inscrito em programas de adoção.

A família acolhedora terá apenas a guarda provisória do jovem e, em casos de viagem com o mesmo, por exemplo, terá de solicitar autorização do juiz. Todo mês a família que acolhe uma criança receberá uma bolsa de R$ 1.100,00 por criança. Esta não poderá ser, no entanto, a única renda da família.

Entre os casais que aderiram ao serviço estão a gestora comercial Elizangela Alves e o esposo Ney Alves dos Santos, que moram na Cidade das Flores, o professor Marcos Rallo Brancalion, e a esposa Silvana de Oliveira Brancalion, do Jardim Pestana. “Quando soubemos do serviço, logo abraçamos a ideia porque combina com nosso ideal de vida, que é ajudar o próximo. Hoje há muitas coisas ruins acontecendo, tanta violência, porque lá atrás pode ter faltado carinho e afeto. Não somos perfeitos, mas estamos dispostos a fazer algo por alguém”, disse Marcos Brancalion.

Ao final do evento as famílias receberam certificado de participação no curso de  qualificação para o serviço. Também participaram da  cerimônia o secretário de Assistência Social, Cláudio Piteri, a vice-prefeita, Ana Maria Rossi, a secretária de Emprego, Trabalho e Renda, Elsa de Oliveira, e a coordenadora do Instituto Fazendo História, Tatiane Barile.