Texto: Marco Borba
Imagens: Jean Bueno
 

A Prefeitura de Osasco vai ampliar em 2019 o número de vagas e incluir a psiquiatria no atendimento aos alunos especiais do Centro de Convivência e Cooperativa (CECCO) Dr. Edmundo Campanhã Burjato, no Jardim Cirino.

As boas novas foram anunciadas pelo prefeito Rogério Lins na quarta-feira, 19/12, na festa de fim de ano dedicada aos alunos, realizada pelo Instituto de Gestão, Administração e Treinamento em Saúde (IGATS), que administra o centro de convivência e que contou com as presenças da primeira-dama Aline Lins, da vice-prefeita Ana Maria Rossi, da vereadora Ana Paula Rossi, do ex-prefeito Francisco Rossi, que criou o serviço quando comandou a cidade, secretários municipais e educadores.

“A licitação está em andamento. Assim que estiver concluída, em 2019, praticamente dobraremos o atendimento. Vamos incluir também a psiquiatria. Assim, iniciaremos uma nova etapa no serviço, para melhor atender aos alunos”, disse o prefeito Rogério Lins.

O CECCO atende 180 pessoas com idades entre 18 e 60 anos de diferentes classes de necessidades especiais, com oficinas de música, informática, teatro, percussão corporal, artesanato, recreação, lazer, educação ambiental e alfabetização, além dos atendimentos em saúde, com profissionais de fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia, terapeutas e assistentes sociais.

A mudança no sistema, que inclui os profissionais da saúde e oficinas que humanizaram o atendimento e promoveram maior integração entre os alunos, foi implantada este ano pela atual gestão.

“No início, os pais ficaram preocupados. Andaram falando que a escola ia fechar. Mas o prefeito garantiu que isso não ia acontecer e que apenas ocorreriam mudanças. Com os serviços de saúde na própria escola ficou bem melhor, facilita para nossos filhos e para a gente, que trabalha e tem de se desdobrar para cuidar deles também”, disse o técnico em saneamento, Antônio Donisete Rodrigues de Moraes, 56 anos, pai de Thiago Stéfano, 29, que na infância sofreu paralisia cerebral e apresenta dificuldade motora. Ele recebe o atendimento desde os 7 anos.

A dona de casa Verônica Aparecida da Silva Araújo, 40 anos, do Jardim Santa Maria, tem dois filhos especiais: Patrícia (paralisia cerebral e hidrocefalia), 23, e Lucas (autista), 17. Para ela, a metodologia de atendimento contribuiu para a melhora do quadro clínico dos filhos. “Com essas oficinas, eles (alunos) estão interagindo mais. O Lucas, agora está tentando se comunicar mais, até sorri”, contou, emocionada.

Segundo Verônica, que conseguiu vagas para os filhos no ano passado, a mudança no atendimento também facilitou a vida dos pais. “A inclusão de profissionais de saúde ajudou muito os pais. Antes, eu e meu marido tínhamos que levar nossos filhos para São Paulo”.

Durante o evento, os alunos fizeram uma breve reprodução do Auto de Natal e também houve a apresentação de um vídeo com o trabalho realizado pela entidade. Suele Santos se apresentou na abertura da festa cantando músicas nacionais.